Em reunião realizada esta semana com cerca de 50 produtores de leite da região do Baixo Mearim, um dos três pólos que dão suporte ao Programa do Leite no Estado, o secretário de Estado da Saúde, José Márcio Leite, garantiu que vai discutir junto a setores do Governo do Estado a implantação de medidas para aumentar a produção e melhorar a renda dos produtores. O programa é colocado em prática pela SES em parceria com o Governo Federal.
Dentre as inúmeras reivindicações ouvidas pelo secretário, uma diz respeito ao desejo dos produtores de leite de contarem com o apoio de um profissional que possa dar suporte ao manejo adequado dos rebanhos. O que evitaria perdas de produção, ocasionadas por problemas como a mastite e a acidez do leite, dificuldades que inviabilizam a ordenha das vacas e o repasse da produção.
Sobre este aspecto, o secretário sinalizou que irá solicitar o apoio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Estado do Maranhão (Aged). "A intenção é colocar a disposição do programa, um profissional veterinário para realizar o acompanhamento e treinamento junto aos produtores, no sentido de sanar os problemas fitossanitários", afirmou Márcio Leite.
Na reunião, o secretário explicou a questão do valor pago pelo programa em um litro de leite, que corresponde a 0,65 centavos. Segundo ele, a equiparação a 80 centavos, preço sugerido pelos produtores sob alegação de que este é o valor que vem sendo praticado por laticínios na região, já foi autorizado pelo ministério da Saúde e deve começar a ser repassado a todos os produtores no máximo até novembro de 2010.
Programa
Com o objetivo de combater as carências nutricionais, principalmente em crianças de 2 e 7 anos, além de gestantes e nutrizes (mulheres que estão em fase de amamentação), o Programa do Leite visa a distribuição diária de mais de 46 mil litros de leite tipo "C" em 100 municípios maranhenses conveniados. A responsável pelo programa no estado, Flávia Abdalla explicou que meta da SES é expandir ação aos 217 municípios maranhenses.
"Este programa tem se tornado a base da alimentação diária de pessoas que não tem se quer o que comer durante o dia. Justamente por isso esta necessidade não é só um desejo do secretário enquanto gestor de Saúde e representante do governo estadual. É também um apelo dos próprios produtores e de famílias que se encontram em situação de risco nutricional em muitos municípios do interior do estado", justificou Abdalla.
Nenhum comentário:
Postar um comentário